O nascimento da mulher na música Brasileira

Ana Clara; Isabela Elisa; Breno.

Atualmente,  podemos notar a forte presença das mulheres na música brasileira. Temos como referência Anitta, Marília Mendonça, Clarice Falcão, Marisa Monte, Karol Conka, entre tantas outras. Mulheres que fazem muito sucesso pelo Brasil e que carregam uma legião de fãs por todo o País. Muitas vezes não nos damos conta, mas esta conquista vem de longa data.

No início do século XX, as mulheres sutilmente passaram a lutar por um espaço na música. Uma das figuras mais importantes dessa luta  foi Chiquinha Gonzaga. Esta mulher, bastarda, mulata e filha de mãe solteira, foi uma pioneira. Compositora, compôs centenas de músicas, autora da primeira marcha carnavalesca,  primeira a reger uma orquestra e a primeira pianista de choro.

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Chiquinha Gonzaga

 

Em todos os estilos musicais as mulheres estão se destacando, e qual será o motivo desse sucesso? Um fator que pode ser o mais polêmico é que todas as cantoras fogem do modelo padrão  estabelecido na música: uma garota que só fala de seu amor com uma linguagem suave, uma mulher “Diva”. Mas esse padrão tem mudado muito e é isso que as cantoras levam  consigo, é um dos motivos  para arrastar muitos fãs. Sair do padrão significa também você expressar através  da música o seu ponto de vista sobre diversos assuntos.

O alcance e visibilidade da rapper brasileira Karol Conka mostra para jovens negros que tudo é possível. Em um artigo a respeito da cantora, o site http://www.pretaenerd.com.br/ citou “Em suas letras, o enfrentamento às violências é um dos temas recorrentes, mas numa perspectiva empoderada, segura e ciente de suas qualidades.”

Graças a luta das mulheres cantoras do início do século XX, atualmente encontramos mulheres em todos os gêneros musicais, como cantoras ou como compositoras, eternizando sucessos e esbanjando poesia por todos os lugares.