VITIMIZAÇÃO DAS MULHERES

Embora,  muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), ainda assim, até hoje, a violência contra o gênero feminino é uma grave violação e causa diversos impactos que  variam entre consequências físicas, sexuais e mentais para mulheres e meninas, incluindo a morte. Ela afeta negativamente o bem-estar geral das mulheres e as impedem de participar plenamente na sociedade.

mulher kkk

Alguns dados revelam essa triste realidade:

  • São 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, número que coloca o Brasil no 5º lugar no ranking de países nesse tipo de crime.
  • Dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados em 2013 no Brasil, 50,3% foram cometidos por familiares, sendo que em 33,2% destes casos, o crime foi praticado pelo parceiro ou ex.
  • Homicídio de mulheres negras aumenta 54% em 10 anos
  • o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) analisou os registros de violência sexual e concluiu que 89% das vítimas são do sexo feminino e em geral têm baixa escolaridade.
  • Para 70% da população, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos no Brasil.
  • Em comparação a 2014, houve aumento de:
    44,74% no número de relatos de violência
    129% de violência sexual (média de 9,53/dia)
    151% de tráfico de pessoas (média de 29/mês)
  • 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos.
  • 22% das brasileiras sofreram ofensa verbal no ano passado, um total de 12 milhões de mulheres.

Recentemente,  A TV Globo expulsou o cirurgião plástico Marcos Härter do Big Brother Brasil .O médico de 37 anos foi flagrado agredindo a estudante Emilly Araújo(vencedora do programa) , de 20 anos, com quem teve um relacionamento na casa.

 

A expulsão foi comunicada ao vivo pelo apresentador Tiago Leifert as três finalistas.

Ele explicou que a produção do programa ouviu especialistas, policiais e o público antes da decisão. A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar o caso e concluiu que houve violência.

Emilly ficou impactada com a decisão e demonstrou preocupação com sua família.

Gravações do programa mostram o gaúcho apertando e beliscando a jovem. O cirurgião também constrangiu Emilly em várias ocasiões, descritas como “tortura psicológica” pela diretora da Divisão de Política de Atendimento à Mulher do Rio de Janeiro, Marcia Noeli Barreto.

Esse  é um dos muitos casos de violência contra mulheres, entretanto nem todos são divulgados e consegue-se punir o agressor dando apoio a vítima,por isso é necessária a devida atenção não só a casos de pessoas presentes na mídia, mas na população em geral, que sofre cotidianamente (de acordo com os dados) com este problema.

Referências:

http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/rubensnobrega/2017/03/08/datafolha-mais-de-16-milhoes-de-mulheres-brasileiras-foram-agredidas-em-2016/

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